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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sim ao Tapajós SEMPRE!!

Parece um descrição do Pará, mas, é uma música da Legião Urbana (Perfeição)

Vamos celebrar, A estupidez humana, O meu (Pará*) país e sua corja, De assassinos
Covardes, estupradores E ladrões... 

Vamos celebrar, A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão, Vamos celebrar nosso governo(Jatene), E nosso estado que não é nação... Celebrar a juventude sem escolas, As crianças mortas, Celebrar nossa desunião...Vamos celebrar nossa tristeza, Vamos celebrar nossa vaidade... Vamos comemorar como idiotas, A cada fevereiro e feriado, Todos os mortos nas estradas, Os mortos por falta, De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça, A ganância e a difamação, Vamos celebrar os preconceitos, O voto dos analfabetos, Comemorar a água podre, E todos os impostos, Queimadas, mentiras E seqüestros...Nosso castelo De cartas marcadas, O trabalho escravo, Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar nossa bandeira, Nosso passado De absurdos gloriosos
Vamos festejar A intolerância, A incompreensão, Vamos festejar
Nosso descaso por educação, Vamos celebrar o horror,De tudo isto
Com festa, velório e caixão, Tá tudo morto e enterrado agora, Já que também podemos celebrar, A estupidez de quem cantou, Essa canção...

Vamos celebrar o governado Simão Jatene!!! mais uma vitória do governador contra o povo sofrido das regiões esquecidas desse Pará, grande, injusto, desumano, pobre e esquecido....



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Enquete espontânea da rádio BELÉM FM garante a vitória do SIM com 56% dos votos


Enquete da rádio Belém Fm garante Vitória do Sim
Enquete espontânea da rádio BELÉM FM garante a vitória do SIM com 56% dos votos
A campanha do SIM à autonomia dos Estados do Tapajós e Carajás continua avançando em toda a Região Metropolitana de Belém, como demonstra a enquete espontânea feita a partir de agosto deste ano pela rádio Belém FM (104,9), na qual 60% dos ouvintes que já se manifestaram, um total de 5.851 pessoas, se manifestam favoráveis à autonomia das duas regiões e à criação dos dois novos Estados.
Diretor e locutor da rádio Belém FM, Antônio Carlos diz que no início da enquete o SIM chegou a alcançar cerca de 60% das preferências dos ouvintes. Nossa programação é eclética e alcançamos um público que vai desde os jovens até os mais maduros. Trata-se de uma enquete espontânea e nossa abrangência vai de Belém a Ananindeua, diz ele. Mais de 10 mil pessoas já se manifestaram na enquete da Belém FM e o endereço eletrônico da rádio de perfil comunitário, que funciona desde 2002, é http://www.belemfm.com.br/
Participe você também, que defende a autonomia de Carajás e Tapajós, e antecipe a vitória popular do SIM contra os tubarões que querem manter o povo pobre da periferia de Belém e das regiões do Carajás e do Tapajós em situação de extrema necessidade, para continuar o jogo de manipulação política que lhes garante os privilégios.

domingo, 13 de novembro de 2011

Moradores de Santarém ouvidos pelo G1 apoiam separação do Pará

Qualidade do atendimento na saúde é uma das principais reclamações.
Paraenses vão às urnas em 11 de dezembro para votar em plebiscito.


A vida dos moradores das comunidades de Santarém, cotada para ser a capital de Tapajós caso a divisão do estado do Pará seja aprovada em plebiscito no dia 11 de dezembro, gira em torno dos rios Tapajós e Amazonas. É deles que os moradores tiram o sustento e onde passam a maior parte do tempo, pois as viagens de barco duram entre 5 e 20 horas. O G1 percorreu o Pará por dez dias para ouvir o que o povo pensa sobre a possível separação.

“É claro que vamos conseguir nos separar. Assim vamos ficar independentes de Belém. Hoje, tudo que se faz aqui precisa de uma autorização de lá. Se dividir muita coisa vai melhorar, porque vai ser resolvido tudo aqui, principalmente na parte de saúde. Nesta região, nada presta. Não presta saúde, comunicação, estradas”, afirma o agricultor Bazinho Nobre, que viaja 17 horas de barco de Lago Grande para Santarém para consultas médicas.

Em outra embarcação, a professora Ivanilde Costa também diz que votaria no “sim” à separação do Pará. “Aqui não tem emprego, a população jovem tem que ir embora para estudar e crescer. A separação seria uma forma de nós definirmos nosso próprio futuro”.

A mesma impressão relatou ter a dona de casa Cleumira Motta, que pela manhã faz ginástica em uma academia pública montada em uma praça. “Montamos na igreja e na nossa comunidade um grupo para estudar e analisar o que era melhor para Santarém. Chegamos à conclusão que, dentre os pontos positivos e negativos, só temos a ganhar. Por isso, todo mundo aqui vai votar pelo ‘sim’. Eu tenho até adesivo colado na porta da minha casa e no carro. Queremos a separação para poder crescer”, diz.

cleumira mota discutiu separação na comunidade (Foto: Tahiane Stochero/G1)Cleumira Motta discute divisão do estado enquanto faz
ginástica em praça (Foto: Tahiane Stochero/G1)
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), com o desmembramento do estado, Tapajós ficaria com a maior parte do território (59%) e com a menor população (15%). Mas também teria a menor renda média do trabalhador e também o menor PIB per capita.
g1 entrou em sala de parto de hoispital e encontrou sujeira (Foto: Tahiane Stochero/G1)G1 entrou em sala de parto de hospital e encontrou
sujeira (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Reclamações na saúde
Uma das principais reclamações dos santarenos é quanto à qualidade do atendimento na área da saúde. O hospital municipal da cidade é superlotado. Todos os pacientes que chegam de comunidades vizinhas são levados para lá, onde são analisados por médicos e, se necessário, recebem a recomendação de transferência para o Hospital Regional de Santarém.

Os hospitais são dois extremos: enquanto o primeiro é sujo, com mau cheiro e superlotado; o segundo é limpo, com música ambiente e bem higienizado. Neste, também há filas, mas a maioria para consultas pré-agendadas ou realização de exames.

“Você não está sentindo cheiro ruim aqui dentro? E tem muita sujeira. Não limpam”, reclama a agricultora Idelina Nogueira, que acompanhava uma tia com problemas cardíacos e estava internada no hospital municipal. O G1 teve acesso a a unidade, inclusive a berçários e sala de parto, onde havia sujeira e sangue no chão.
hospital regional de santarem marcação de consultas lotado (Foto: Tahiane Stochero/G1)No Hospital Regional de Santarém, setor de  marcação
de consultas fica lotado (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Já no hospital regional, Mércia Pepe Batista agendava exames para a irmã, que sofre de câncer, e reclamava da dependência da região da capital.

“Somos paraenses, mas queremos que seja criado Tapajós. Eu vou votar no ‘sim’. Hoje, tudo depende de Belém. Minha irmã precisa de uma bolsa de colostomia que tem de vir da capital. Durante seis meses, ela ficou sem a bolsa e teve que comprar”, conta.

“Para nós, é difícil reclamar de qualquer serviço público. Sempre que se liga para uma central de atendimento, como para pedir reparos em iluminação ou telefonia, cai em Belém. Lá, ninguém sabe onde ficam as ruas em Santarém”, reclama Mércia.
O secretário de Saúde, Emmanuel Silva, diz que o Hospital Municipal de Santarém atende pacientes de 19 municípios vizinhos, realizando cerca de 400 atendimentos diários de emergência e bem mais que sua capacidade. Ele afirmou que uma licitação foi realizada para contratar nova empresa responsável pela limpeza do hospital.
invadiu obra do pac e quer separação pq tudo depende de belém (Foto: Tahiane Stochero/G1)Maria Soares vive em unidade habitacional invadida
em Santarém (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Dependência da capital
Em Santarém, o G1 ouviu diversas vezes as frases “tudo depende de Belém” e “nos vermos independentes de Belém”, quando questionava a população sobre o motivo da separação.

Até mesmo a desempregada Maria Soares, que invadiu uma das unidades habitacionais que estão sendo construídas com investimento do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) no bairro do Uruará, usou a expressão.
 

O secretário municipal de Planejamento, Everaldo Martins, diz que, apesar de paralisações temporárias, as obras do PAC em Uruará foram retomadas e que, até o fim ano, a prefeitura deve entregar mais de 100 casas. “Algumas famílias que invadiram as casas em construção estão cadastradas e têm direito às moradias. As que não têm direito terão que sair assim que a obra ficar pronta”, afirma Martins.“Nos mudamos para cá há poucos dias porque vivíamos em uma área alagada e de palafitas logo ao lado. Estas casas estavam desocupadas e resolvi entrar. Eu estou credenciada para receber uma das casas, mas como o dinheiro sempre depende de Belém para vir para cá, isso está demorando anos”, diz Maria. “Eu e todos os meus filhos e parentes vamos votar a favor da separação de Tapajós. Quem sabe assim nossa região cresce mais rápido, desenvolve-se. Nunca tive condições de viver bem”, afirma.

Um dos pontos turísticos de Santarém é um paraíso perdido na Amazônia. As praias de rio de Alter do Chão atraem curiosos do mundo inteiro. Mas as pessoas que moram ali não estão satisfeitas. Acreditam que o governo paraense aplica pouco no turismo e que só com a criação de Tapajós haverá desenvolvimento.
alter do chao, paraíso de tapajós que a população diz que tem que ter mais investimentos (Foto: Tahiane Stochero/G1)Alter do Chão tem praias de rio e os moradores cobram mais investimentos no local (Foto: Tahiane Stochero/G1)
adesivos do sim tapajós em carros em santarém (Foto: Tahiane Stochero/G1)Carro em Santarém com adesivo de apoio à separação
(Foto: Tahiane Stochero/G1)
Para a prefeita Maria do Carmo Lins Lima, “o clima é de euforia” em relação ao plebiscito porque a região espera pela separação há 150 anos. “É uma reivindicação antiga do nosso povo. Se tem problemas aqui, há também no Brasil inteiro. Acreditamos que, se começar um estado novo, podemos ter mais condições de solucioná-los”, afirma.
PlebiscitoOs eleitores do Pará irão à urnas em 11 de dezembro para responder a duas perguntas: “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Carajás?” e “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?”.
Em um possível cenário de divisão do Pará, o futuro estado de Carajás será composto por 39 municípios, tendo Marabá como capital; o estado de Tapajós, 27 municípios, e Santarém como capital; e o novo Pará, 77 municípios, e Belém continuaria sendo a capital.
fonte:G1.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estado Tapajós - STF decide amanhã quem pode votar


STF diz amanhã quem pode votar no plebiscito


STF diz amanhã quem pode votar no plebiscito (Divulgação)
O colegiado pleno do Supremo Tribunal Federal dará amanhã a palavra final sobre quem decidirá se vai haver divisão do Estado do Pará para formação dos Estados de Carajás (sul e sudeste) e Tapajós (oeste). Os ministros do STF julgarão a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a Lei 9.709 de 1998. A lei prevê a participação de toda a população estadual nos plebiscitos realizados para
decidir desmembramentos de territórios para formação de outros Estados. Na última sexta-feira (19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dez resoluções aprovadas por seus ministros, manteve a mesma determinação da Lei 9.709 e firmou todas as outras regras para a campanha prevista para ser iniciada em 11 de setembro, tanto para as frentes favoráveis à divisão como para as contrárias.
A Adin foi ajuizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e tem o apoio dos grupos pró-Carajás e pró-Tapajós. A interpretação dos defensores da ação é que apenas os municípios que poderão formar os novos Estados são parte interessada na divisão. O artigo 18º da chamada “Lei do Plebiscito” seria inconstitucional. O relator da matéria no STF é o ministro Dias Toffoli.
Um dos deputados que está à frente da organização das frentes contra a divisão, Celso Sabino (PR), acredita que o Supremo vai seguir o mesmo entendimento dos ministros do TSE. Para Sabino, o tribunal eleitoral vem mantendo a coerência em reiteradas decisões sobre a consulta popular paraense e esta é a tendência do STF. “Todo povo paraense tem interesse neste tema. Isto é inegável”, acentua Sabino.
Na Assembleia Legislativa do Pará, já há 15 parlamentares integrados às duas frentes que se formam contra a divisão. Outros 20 fazem parte das frentes pela formação dos dois novos Estados e seis deles afirmam que estão analisando o processo para poder decidir se integram ao movimento. Apesar de indecisos quanto à integração às frentes, eles já têm opinião formada contra a divisão.
A frente pela criação do Estado do Carajás, cujo parlamentar mais articulado com o tema na AL é o deputado João Salame (PPS), também analisa a possibilidade de questionar no Supremo a constitucionalidade da lei dos plebiscitos.
No entanto, as lideranças políticas pró-Tapajós estão mais centradas em acatar qual decisão o STF tomar. Segundo o deputado Alexandre Von (PSDB), a frente pró-Tapajós concorda com a decisão do TSE e, se o Supremo a mantiver, também será aceita. “O Supremo é a instância maior e a ele cabe a palavra final”, ressalta Von.
Ele explica que apesar de a Adin ter sido ajuizada pelo parlamento de Goiás, direcionado à divisão de municípios locais, a regra a ser decidida pelo STF vai servir para todos os processos de consulta popular sobre divisão territorial. “O importante é o Supremo decidir em tempo hábil a regra do jogo”, enfatiza o deputado.
EM JULGAMENTO - AÇÃO
O pleno do STF analisa a Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e que questiona a Lei 9.709/98, que define regras para plebiscitos. 

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